O teste de HIV é um procedimento simples de sangue que deve ser feito por todas as pessoas entre 13 e 64 anos.
Mais de um milhão de pessoas vivem com HIV (vírus da imunodeficiência humana) no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Nesse contexto, o teste de HIV é fundamental para diagnosticar a infecção e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, além de reduzir o risco de transmissão para outras pessoas.
Quais são os tipos de teste de HIV?
Geralmente, os exames utilizados para detectar o HIV são os de sangue, como sorologias, exames iniciais e confirmatórios. Esses exames têm a finalidade de identificar a presença do vírus e dos anticorpos produzidos em resposta à infecção. A seguir, saiba mais detalhes sobre cada um deles.
Exame de sangue
A coleta é realizada por meio de uma picada no dedo ou retirada de sangue de uma veia no braço. Depois, a amostra é enviada para um laboratório, onde passa por processamento e análise. O resultado é emitido com base na presença ou ausência de anticorpos.
Teste rápido de HIV
O teste rápido de HIV também envolve a coleta de sangue, porém, uma pequena amostra, geralmente obtida por meio de uma picada no dedo. Em seguida, a amostra é aplicada em um dispositivo contendo reagentes ou anticorpos que reagem à presença ou não do HIV.
Contudo, é fundamental destacar que, caso o resultado de um teste rápido de HIV seja positivo, é necessário confirmá-lo por meio de testes adicionais, normalmente realizados em laboratórios.
Seguindo as diretrizes do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), é recomendado que todas as pessoas entre 13 e 64 anos realizem testes periódicos de HIV como parte dos cuidados de saúde de rotina.
O CDC ainda sugere a realização do teste pelo menos uma vez ao ano para pessoas que:
Façam relações sexuais desprotegidas: sem o uso de preservativo, especialmente com pessoas de sorologia desconhecida, ou seja, que não realizam o teste regularmente.
Compartilham agulhas e seringas: geralmente no uso de drogas injetáveis, pois resíduos do sangue podem ficar nesses materiais.
Tenham outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis): ter outras ISTs, como sífilis ou gonorréia, pode aumentar o risco de transmissão, pois essas infecções podem causar feridas ou inflamações que facilitam a entrada do vírus.